quinta-feira, 22 de maio de 2014

coisas que se deve saber para fazer a cirurgia

Esse texto é muito esclarecedor, mostra a realidade de um obeso mórbido, sem estereótipos, sem preconceito, com informações bem pertinentes para quem quer optar pela cirurgia!

http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Cirurgia-Bariatrica/278364.html


Visto sob a perspectiva dos individuos, comer talvez seja o ato mais representativo da vida. Todo ser vivo precisa alimentar-se, e é pela forma de comer que se distinguem vegetais de animais e estes entre si.
No ser humano o ato de comer é o resultado da conjunção de fatores fisiologicos, emocionais, simbolicos e socioculturais. A forma de comer é um dos elementos que permite a caracterizaçao de culturas e de periodos historicos.
Entendemos por fenomelogia do comer o resultado final da integraçao dos grandes sensores (visao, audiçao, olfato,tato) com a fome, o apetite, o paladar, a saciedade, o status emocional, os desejos de comer, os processos de escolha do alimento e os mecanismos fisiologicos da mastigaçao, deglutiçao e digestao. Nesse contexto, os disturbios alimentares representam grandes desafios fisiopatologicos, dianosticos e terapeuticos.
Teoricamente a fome é o determinante do “quando comer”, o apetite “do que comer” e a saciedade do “quanto comer”. Seria otimo se isso fosse exatamente assim. Contudo, não é isso que se observa com pacientes apresentando obesidade. Essas sensações, mais que sensações puramente fisiologicas, são “sensações/sentimentos”, cujas relações entre si e com o estado emocional da pessoa são complexas e, na maior parte das vezes, obscuras.
Obesidade, nediez ou pimelose (tecnicamente, do grego pimelē = gordura e ose processo mórbido) é uma doença na qual a reserva natural de gordura aumenta até o ponto em que passa a estar
associada a certos problemas de saúde ou ao aumento da taxa de mortalidade.
A obesidade é o maior problema de saúde da atualidade e atinge indivíduos de todas as classes sociais, tem etiologia hereditária e constitui um  estado de má nutrição em decorrência de um distúrbio no balanceamento dos nutrientes, induzindo entre outros fatores pelo excesso alimentar. O peso excessivo causa problemas psicológicos, frustrações, infelicidade, além de uma gama enorme de doenças lesivas. O aumento da obesidade tem relação com: o sedentarismo, a disponibilidade atual de alimentos, erros alimentares e pelo próprio ritmo desenfreado da vida atual. 
A obesidade relaciona-se com dois fatores preponderantes: a genética e a nutrição irregular. A genética evidencia que existe uma tendência familiar muito forte para a obesidade, pois filhos de pais obesos tem 80 a 90% de probabilidade de serem obesos.
A nutrição tem importância no aspecto de que uma criança superalimentada será provavelmente um adulto obeso. O excesso de alimentação nos primeiros anos de vida, aumenta o número de células adiposas, um processo irreversível, que é a causa principal de obesidade para toda a vida. Hoje, consumimos quase 20% a mais de gorduras saturadas e açúcares industrializados. Para emagrecer, deve-se pensar sempre, em primeiro lugar, no compromisso de querer assumir o desafio, pois manter-se magro, após o sucesso, será mais fácil.
A obesidade pode ser definida em termos relativamente absolutos.
Na prática, a obesidade é avaliada em termos absolutos pelo IMC (índice de massa corporal) e também pela sua distribuição na circunferência da cintura ou pela razão entre as circunferências da cintura e do quadril. Além disso, a presença de obesidade deve ser avaliada enquanto fator de risco cardiovascular e outras condições médicas que podem aumentar o risco de complicações
IMC
IMC, ou índice de massa corporal, é um método simples e amplamente difundido de se medir a gordura corporal. A medida foi desenvolvida na Bélgica pelo estatístico e antropometrista, Adolphe Quételet.[1] É calculado dividindo o peso do indivíduo em quilos pelo quadrado de sua altura em metros.
Equação: IMC = kg / m2
Onde kg é o peso do indivíduo em quilogramas e m é sua altura em metros.
As atuais definições estabelecem a seguinte convenção de valores, acordada em 1997 e publicada em 2000:[2]
IMC | Classificação |
< 18.5 | Abaixo do peso |
18.5–24.9 | Peso normal |
25.0–29.9 | Sobrepeso |
30.0–34.9 | Obesidade grau I |
35.0–39.9 | Obesidade grau II |
> 40.0 |   Obesidade grau III   |
Em analíses clínicas, médicos levam em consideração raça, etnicidade, massa muscular, idade, sexo e outros fatores que podem influenciar a interpretação do índice. O IMC superestima a gordura corporal em indivíduos muito musculosos e pode subestimá-la naqueles que tiveram perda de massa corporal (ex. idosos). Para crianças e adolescentes, também se utiliza o IMC, observando-se os
percentuais para idade e sexo, como critério de adiposidade. Há uma grande variedade de critérios para definir sobrepeso e obesidade na infância, o que dificulta as comparações entre os estudos de prevalência . O critério mais utilizado atualmente é aquele sugerido em 2000 pelo Center for Disease Control (CDC)3 quando, revisando suas tabelas de crescimento que datam de 1977, incluiu as tabelas de IMC para indivíduos de 2 a 19 anos de idade, e recomendou a utilização dos termos “risco de sobrepeso” para aqueles com IMC para idade e sexo em percentuais > 85 e o termo “sobrepeso” para aqueles com IMC para idade e sexo em percentuais > 95. Na prática clinica, tais termos foram substituídos por sobrepeso e obesidade, respectivamente. Procura-se encontrar um índice de pontos de corte de IMC que possa mostrar continuidade desde a infância à idade adulta, com o objetivo de correlacionar a obesidade e comorbidades nestas diferentes faixas etárias. Nesse sentido, o estudo realizado por Cole et al (2000)4, em seis países (Inglaterra, Brasil, Hong Kong, Cingapura, Holanda e EUA), tem sido aceito e recomendado pelo IOTF para estudos epidemiológicos populacionais. Os autores desenvolveram pontos de corte para sobrepeso e obesidade, a partir da correlação entre os percentuais de IMC > 85 e > 95 para idade e sexo na faixa etária pediátrica que, aos 18 anos, correspondem aos pontos de corte para sobrepeso (> 25 kg/m²) e obesidade (> 30 kg/m²) na faixa etária
adulta.
Num tempo em que as formas esguias e os músculos esculpidos constituem um avassalador padrão de beleza, o excesso de peso e a obesidade transformaram-se na grande epidemia do planeta. Nos Estados Unidos, nada menos de 97 milhões de pessoas (35% da população) estão acima do peso normal. E, destas, 39 milhões (14% da população) pertencem à categoria dos obesos. O problema de forma alguma se restringe aos países ricos.
Com todas as suas carências, o Brasil vai pelo mesmo caminho: 43,3% da população (mais de 65 milhões de pessoas) está com excesso de peso e 10% dos adultos (cerca de 10 milhões) são obesos. A tendência é mais acentuada entre as mulheres (12% a 13%) do que entre os homens (7% a 8%). E, por incrível que pareça, cresce mais rapidamente nos segmentos de menor poder econômico.
O inimigo, desta vez, consiste num modelo de comportamento que pode ser resumido em três palavras: sedentarismo, comilança e stress. Estamos vivendo a era da globalização de um modo de vida baseado na inatividade corporal frente às telas da TV e do computador, no consumo de alimentos industrializados, cada vez mais gordurosos e açucarados, e num altíssimo grau de tensão psicológica.

O tratamento da obesidade é clinico. Baseia-se na reeducação global (nutricional, física e psicológica). Essa reeducação tríplice precisa ser mantida por toda a vida. O uso de medicamentos tem apenas valor coadjuvante pequeno e deve ser prescrito apenas por especialistas devido ao grande número
de efeitos colaterais.

Estudos estatísticos mundiais comprovaram que o tratamento clinico só funciona bem até certo peso . Pacientes muito obesos não tem boa resposta ao tratamento clinico. Ou perdem pouco peso ou reengordam com facilidade. Demonstrou-se que até o limite de IMC=40 Kg/m2 o tratamento clinico é bem sucedido, mas acima desse valor o resultado é ruim. Porisso dizemos que o IMC=40 é o limite do tratamento clinico e pessoas com esse IMC (ou maior) são chamadas de Obesos Mórbidos.

Os obesos mórbidos eram pessoas que não tinham tratamento e continuavam a engordar indefinidamante até falecerem em decorrência das comorbidades.  Nesse panorama surgiu em 1954 nos EUA uma proposta de tratamento cirúrgico e assim nasceu uma especialidade médica denominada Cirurgia Bariátrica.
intenção dessa especialidade é emagrecer com saúde e evitar a reengorda futura. Existem vários tipos de cirurgia que diferem conforme o seu mecanismo de ação:
* Dificultar a entrada de alimento no corpo
* Diminuir a fome em nível cerebral e causar saciedade gástrica
* Dificultar a absorção de gorduras e carboidratos (Dissabsorção)
Utilizando os conceitos descritos acima os cirurgiões bariatricos desenvolveram cirurgias desde 1954, ou seja a Cirurgia Bariatrica como especialidade na medicina já contempla 58 anos.

Atualmente existem 3 técnicas cirúrgicas “mundialmente reconhecidas”, são ela:
- Bypass Gástrico
Reconhecida internacionalmente como o “Padrão Ouro
da Cirurgia Bariatrica” é a técnica mais empregada no mundo . Talvez 70% das cirurgias bariatricas no mundo seja o Bypass Gastrico . Foi desenvolvida nos EUA pelos Dr Mal Fobi e Rafael Capella em 1980. É baseada na. “Exclusão Duodenal “. Como foi explicado o paciente não sente fome e por isso emagrece. Os pacientes que foram operados por essa técnica em 1980 referem que até hoje não sentem fome. A maioria dos pacientes perde o interesse pela comida . A comida não é mais a grande fonte de prazer.

A perda de peso média é de 40 a 45% do peso inicial. Essa perda em média ocorre nos primeiros 7 meses após a cirurgia (alguns poucos pacientes perdem peso ao longo de até 2 anos após a cirurgia}. Consideramos essa perda suficiente para melhorar a condição clinica do paciente obeso mórbido.

A qualidade de vida dos pacientes é boa porque geralmente não existem vômitos ou diarréia. Existem problemas relacionados com a anemia e com osteoporose, mas são facilmente prevenidos por ingesta de vitaminas, Ferro e Cálcio

A exclusão duodenal tem uma vantagem extra, alem do emagrecimento, que é a melhora da função pancreática promovendo um aumento na produção de insulina que melhora, e geralmente cura, a Diabetes tipo 2.

Nenhum órgão do paciente é removido do corpo. Dessa forma a cirurgia é totalmente reversível. Caso no futuro descubra-se uma cirurgia melhor podemos reoperar e retornar a anatomia original.

O Bypass Gástrico é realizado há 28 anos e continua sendo
até hoje a Cirurgia Bariatrica mais popular no mundo, talvez 70% das cirurgias bariatricas do mundo sejam Bypass. Essa técnica passou pela “prova do tempo”.
Indice

B- Banda Gástrica Ajustável
Essa técnica instala uma cinta inflável ajustável ao redor do estomago. Essa cinta promove um estreitamento no estomago transformando-o numa ampulheta. Em baixo da pele do abdomem fica um botão pelo qual o cirurgião pode injetar liquido estéril e assim inflar mais ou menos a banda aumentando ou diminuindo o calibre de esvaziamento da ampulheta .

Quando encontrado o ponto de constricção gástrica ideal o paciente come um pouco e tem que esperar a comida passar pelo estreitamento antes de comer de novo. Dessa forma as refeições serão de pequeno volume e o paciente terá a sensação de saciedade pelo estufamento da parte superior da ampulheta.

O problema com essa técnica é que o paciente tem fome. A comida que passa pela constricção será absorvida pelo mata borrão (duodeno e jejuno proximal) de forma que a comida não chega ao ileo terminal e logo não ocorre o “Grito do Intestino” que causaria a saciedade cerebral.

Rapidamente o paciente substitue a carne e as verduras pelos carboidratos porque eles viram pastosos na boca e passam mais facilmente pela constricção gástrica. Em outras palavras o "Mecanismo da restrição“ pode ensinar o paciente a comer doces porque “passa mais fácil “.

Outro problema é que o paciente tem fome e ao mesmo tempo tem uma restrição a
entrada de comida. È o instinto da fome contornando o problema da restrição. Pode surgir uma compulsão de comer doces para satisfazer o instinto da fome.

A perda de peso é ao redor de 20% do peso inicial. Trata-se de uma perda de peso modesta para os pacientes obesos mórbidos.

A qualidade de vida não é muito boa porque o paciente apresenta vômitos frequentes. Uma complicação frequente dessa cirurgia é o refluxo de acido do estomago para o esôfago devido ao estreitamento gástrica causando esofagite de refluxo.

O paciente será portador de uma prótese no estomago por toda a vida. Próteses podem ter complicações no futuro.

Essa tecnica cirurgica só deve ser aplicada a poucos casos selecionados. Estima-se que talvez só 10% dos obesos mórbidos devam ser tratados por essa técnica. O problema é localizar em 100 obesos mórbidos quais seriam os 10 ideais. Parece que devemos evitar usa-la em mulheres, doceiras e beliscadoras. Também parece que devemos evita-la em obesos mórbidos com IMC acima de 45 Kg/m2.
Indice

C- Dissabsortivas
Existem 2 técnicas dissabsortivas : Scopinaro e Duodenal Switch.

Ambas visam fazer a comida passar por apenas 30% do tubo digestivo . A idéia geral é dificultar a absorção de gorduras e carboidratos sem prejudicar a absorção de proteínas. O paciente pode comer quanto quiser, não existe restrição. Se o paciente não comer gorduras e preferir as proteínas, como a carne, ele emagrecerá e terá uma boa qualidade de vida. Se o paciente
comer gorduras ele terá diarréia com odor fétido e com grande piora da qualidade de vida devido aos problemas pessoais e profissionais decorrentes desse odor putredo.

Outras complicações que podem ocorrer são:
* desnutrição protéica nos pacientes que não comerem muita proteína
* cirrose hepática
* artralgias
A perda de peso é pouco maior que o Bypass, talvez 50% do peso inicial

A qualidade de vida é muito prejudicada pela eventual diarréia de odor putredo

As complicações (desnutrição e cirrose), embora raras, podem ser graves

Essa técnica talvez deva ser usada somente em pessoas que gostem muito de carne e que tenham bom poder aquisitivo devido a necessidade de muitos exames e talvez até a internações hospitalares no futuro.
Por motivos desconhecidos (genéticos, hormonais, psicológicos , marketing) os pacientes obesos mórbidos tem na comida a maior fonte de prazer de suas vidas. A cirurgia bariatrica de uma forma ou outra destrói essa fonte , ou porque tira a fome (Bypass) ou dificulta a entrada da comida (Banda Gástrica). O paciente precisa estar preparado para “trocar a fonte de prazer” depois da cirurgia. Antes de operar o paciente precisa ser psicologicamente preparado para essa “busca de uma nova fonte de prazer “

As espectativas do paciente precisam ser calibradas antes de operar para evitar grandes decepções no pós operatório. Por exemplo alguns pacientes acham que emagrecendo terão grande melhora no casamento, no emprego,
etc .

A família precisa estar envolvida no processo preparatório para a cirurgia bariatrica pois o súbito emagrecimento poderá causar emoções como ciúmes, inveja, etc

A meta da Cirurgia Bariatrica é múltipla:
* Evitar complicações operatórias
* Conseguir emagrecer pelo menos 40% do peso inicial
* Manter esse novo peso por toda a vida
* Evitar efeitos colaterais da cirurgia
* Zelar pela felicidade do paciente
A Cirurgia Bariatrica é uma cirurgia diferente. Na cirurgia clássica , como cirurgia de retirada de apendicite aguda, o cirurgião tira o problema do corpo e mesmo sem que o paciente colabore o mal foi expulso do corpo e o paciente estará curado mesmo contra sua vontade. Na Cirurgia Bariatrica não se consegue retirar do corpo a origem do mal. Não sabemos onde mora a origem da obesidade. Não retiramos a origem do mal. Não existe um único culpado pela obesidade . È uma patologia multidisciplinar envolvendo medicina, psicologia, nutrição, fisioterapia, etc. Operamos um estomago saudável e costuramos intestinos saudáveis. A Cirurgia Bariatrica é um primeiro passo de uma longa caminhada em busca do emagrecimento. É necessário que paciente, cirurgião, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, etc componham uma sociedade onde cada um fará sua parte. O paciente precisa entender que ele precisa acompanhar a Equipe Multidisciplinar por toda a vida para emagrecer, manter-se magro, evitar doenças e ser feliz.

A mortalidade
cirurgica é rara. Ocorre principalmente nos grandes obesos mórbidos e nas grandes séries mundiais situa-se em 0,6%. Acreditamos que a mortalidade de “continuar obeso “ seja muito maior que a mortalidade cirúrgica.

PAPEL DO ENFERMEIRO NA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

O gerenciamento clínico do paciente de obesidade mórbida requer um preparo meticuloso no pré, trans e pós-operatório e o planejamento pré-operatório é essencial antes de levar o paciente à sala de cirurgia, a fim de se obter um excelente resultado.(3) É relevante papel a aproximação da equipe multidisciplinar, incluindo um cuidado primário do psicólogo, anestesista, enfermeiro, nutricionista e serviço social. Um histórico detalhado e avaliação psicológica têm como objetivo identificar os riscos que possam interferir no curso da cirurgia.

O paciente obeso deve ser avaliado minuciosamente antes da cirurgia, devido a muitas co-morbidades que geralmente acompanham esta patologia. Os riscos cirúrgicos e anestésicos são muitos maiores no paciente obeso em relação ao não-obeso.(4) Os exames pré-cirúrgicos como exame da função cardiovascular, são importantes, sendo este pré-requisito para os pacientes obesos mórbidos se submeterem à cirurgia.(3)

O cuidadoso planejamento pré-operatório é essencial para o sucesso da cirurgia e para o paciente suportar e conhecer todos os estágios a que será submetido na proposta cirúrgica apresentada. A otimização dos medicamentos para as co-morbidades, cuidadoso planejamento
intra-operatório e meticulosa orientação de cuidados pós-operatórios são essenciais.

O enfermeiro que participa do atendimento ao paciente obeso tem papel primordial no ensino desse paciente. É sabido que o paciente obeso tem dificuldade de adesão ao tratamento, apesar de ter vontade de emagrecer. O enfermeiro, conhecedor desse perfil do paciente obeso, deve planejar e implementar estratégias para possibilitar a efetiva participação do paciente e família e a promoção do sucesso da cirurgia.

Para tanto, o enfermeiro deve conhecer as propostas cirúrgicas, as vantagens e desvantagens e participar da equipe multidisciplinar que assiste o paciente e família.

Como foi descrito, o período pré-operatório é o propulsor de uma adesão ao tratamento proposto e o enfermeiro participa ativamente desse período. Ele é o responsável, 24 horas por dia, da orientação, do cuidado e até do incentivo para que esse paciente consiga superar as etapas, muitas vezes penosas e desgastantes, a que o paciente será submetido.

Como membro importante da equipe multidisciplinar, o enfermeiro está presente em todo o período perioperatório.O enfermeiro, como membro da equipe cirúrgica, tem procurado acompanhar a evolução técnico-científica da cirurgia, aprofundando os conhecimentos adquiridos, de modo a atuar efetivamente na assistência ao paciente cirúrgico.

Uma dessas formas de atuação é representada pelo ensino de pacientes, que consiste na ação educativa do enfermeiro com o
paciente, promovendo o desenvolvimento de atitudes e estratégias novas, frente a um problema específico de saúde.(7)

Observando que o paciente obeso mórbido que se submeterá ao ato cirúrgico requer alguns cuidados específicos devido ao alto grau de obesidade, uma adaptação à sua nova realidade, reeducação de dieta e uma perda gradativa de peso pós-cirúrgica, é importante que o enfermeiro esteja alerta, fornecendo suporte e apoio ao paciente e família.

Considerando que o paciente cirúrgico deve receber um nível de informações adequado a respeito do procedimento ao qual será submetido, suas particularidades e possíveis complicações, a participação do enfermeiro é essencial na equipe multidisciplinar, ele deve explanar de forma clara e concisa a este paciente todas as orientações pré-operatórias necessárias para se obter um bom entendimento e seu restabelecimento o mais breve possível.

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